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Créditos: Informações retiradas de Letícia Furlan á Exame

(Postada em 13/04/2026)

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano e reforça demanda aquecida em 2026

A intenção de compra de imóveis voltou a crescer no Brasil no início de 2026. Segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica, 49% das famílias pretendem adquirir um imóvel, o maior nível em um ano e cinco pontos percentuais acima do registrado no mesmo período de 2025.

O dado reforça a resiliência da demanda, mesmo diante de juros ainda elevados. Apesar de leve oscilação na comparação trimestral, o movimento de busca segue consistente.

Parte desse interesse já está em estágio avançado. Atualmente, 9% dos entrevistados afirmam pesquisar imóveis pela internet, enquanto 5% estão visitando unidades. O comportamento indica potencial de conversão em vendas nos próximos meses.

Perfil da demanda e dinâmica recente

O levantamento mostra ainda que 9% dos brasileiros compraram um imóvel nos últimos 12 meses, patamar estável em relação ao trimestre anterior, mas superior ao observado um ano antes.

Entre os públicos, a geração Z lidera a intenção de compra, com 59%. No início de 2025, esse percentual era de 49%, sinalizando antecipação do ciclo de aquisição entre os mais jovens, tradicionalmente mais dependentes do aluguel.

No recorte regional, o Nordeste apresenta o maior índice, com 55% das famílias interessadas na compra. Sudeste, Centro-Oeste e Norte registram 47%.

Perspectivas e motivações de compra

A pesquisa indica manutenção da demanda no médio prazo. Cerca de 68% das famílias que desejam comprar pretendem concretizar a aquisição em até dois anos, formando um estoque relevante de compradores potenciais.

Sair do aluguel segue como principal motivação, citado por 38% dos entrevistados. Mudanças de vida, como casamento, independência e necessidade de mais espaço, também impulsionam decisões.

Outro vetor relevante é o investimento. Atualmente, 28% das compras têm como objetivo alugar ou revender o imóvel, indicando maior presença de compradores com estratégia patrimonial.

Impactos práticos para o mercado

Para incorporadores, o cenário reforça a necessidade de produtos alinhados à demanda jovem, com metragens mais compactas e ticket acessível. O dado de que mais de 40% dos lançamentos têm até 40 m² confirma essa tendência.

Corretores devem observar o avanço da jornada digital, com maior peso da pesquisa online e visitas mais qualificadas, exigindo atuação consultiva e agilidade no atendimento.

Para investidores, o aumento da demanda com foco em renda e valorização indica oportunidades em locação e revenda, especialmente em regiões com maior intenção de compra.

Já para compradores, o cenário sugere maior competição por ativos bem localizados e com preços compatíveis, além de possível pressão gradual sobre valores.

A pesquisa foi realizada em março de 2026, com 1.200 entrevistas em todo o Brasil, margem de erro de 2,83 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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