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Créditos: Informações retiradas da Exame

(Postada em 31/05/2026)

Minha Casa Minha Vida concentra quase metade das vendas de imóveis no país

Segundo levantamento divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o MCMV concentrou 54,5 mil unidades vendidas entre janeiro e março em 221 cidades monitoradas pela entidade.

Mesmo com a Selic em patamares historicamente elevados durante boa parte do período, o mercado imobiliário manteve ritmo considerado resiliente pelo setor. Ao todo, foram comercializadas 110,7 mil unidades residenciais no trimestre, alta de 4,1% na comparação anual.

O programa virou o principal motor do mercado

O Minha Casa Minha Vida deixou de ser apenas um programa habitacional voltado à baixa renda e passou a ocupar um espaço estratégico dentro da indústria imobiliária brasileira.

Segundo representantes da CBIC e do Secovi-SP, o programa hoje também atende famílias de renda intermediária, especialmente em grandes centros urbanos onde o custo da terra encarece os imóveis tradicionais.

49%

Das vendas vieram do MCMV

54,5 mil

Unidades vendidas no programa

110,7 mil

Vendas totais no trimestre

7,6

Meses para absorção do estoque MCMV

Mesmo com juros altos, as vendas seguem resistentes

Para Eduardo Aroeira, vice-presidente financeiro da CBIC, o programa se tornou essencial para equilibrar o mercado em um ambiente de crédito restritivo.

“Se não fosse pelo Minha Casa Minha Vida, hoje provavelmente estaríamos discutindo apenas vendas de alto padrão.”

— Eduardo Aroeira, vice-presidente financeiro da CBIC

A avaliação do setor é que o MCMV ajuda a preservar parte relevante da demanda habitacional mesmo em um ambiente de financiamento caro para a classe média tradicional.

Isso ajuda a explicar por que o mercado continua absorvendo imóveis mesmo com a Selic próxima de 15% ao ano durante boa parte do período analisado.

Lançamentos caem, mas demanda continua forte

Apesar do avanço nas vendas, os lançamentos recuaram no trimestre. Entre janeiro e março, foram lançadas 97,8 mil unidades residenciais, queda de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado e retração de 32,1% frente ao quarto trimestre de 2025.

Segundo o Secovi-SP, no entanto, o movimento é considerado natural devido à sazonalidade do setor.

Vendas seguem resilientes mesmo com queda nos lançamentos

Comparativo do mercado imobiliário brasileiro no 1º trimestre de 2026

Vendas de imóveis

Janeiro a março de 2026

110.722 unidades

▲ +4,1% vs. 1º tri de 2025

Lançamentos imobiliários

Janeiro a março de 2026

97.802 unidades

▼ −4,9% vs. 1º tri de 2025

Mesmo com a retração nos lançamentos, o mercado imobiliário manteve ritmo forte de vendas no trimestre, reforçando a resiliência da demanda habitacional no país.

Mesmo com menos projetos entrando no mercado, o Valor Geral de Vendas (VGV) permaneceu praticamente estável. O setor movimentou R$ 65,9 bilhões no trimestre.

Centro-Oeste lidera crescimento de lançamentos

Regionalmente, o Centro-Oeste apresentou o melhor desempenho do país, com expansão de 38,3% nos lançamentos.

Já o Sudeste concentrou mais da metade das vendas acumuladas em 12 meses, somando 223,6 mil unidades comercializadas.

Norte e Nordeste também apresentaram crescimento anual nas vendas, enquanto o Sul foi a única região a registrar leve retração.

O que o mercado passa a observar agora

A expectativa do setor está concentrada principalmente na trajetória dos juros ao longo do segundo semestre.

Com a inflação desacelerando gradualmente e o Banco Central iniciando os primeiros cortes na Selic, incorporadoras esperam melhora nas condições de financiamento ao longo dos próximos meses.

Ao mesmo tempo, os números mostram que a demanda por moradia continua forte — especialmente entre famílias que desejam sair do aluguel.

Segundo pesquisa citada pela CBIC, 49% dos entrevistados afirmaram intenção de comprar imóvel nos próximos dois anos. O principal motivo apontado foi justamente deixar de pagar aluguel.

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