Créditos: Informações retiradas de Thiago Ribeiro, diretor Regional do Secovi-SP em São José do Rio Preto ao Secovi-SP.
(Postada em 09/07/2025)
O envelhecimento acelerado da população brasileira está redesenhando o perfil de consumo e abrindo novas oportunidades para o mercado imobiliário, especialmente em cidades médias. De acordo com o último Censo Demográfico, o número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% entre 2010 e 2022. Hoje, esse grupo representa 10,9% da população e movimenta quase R$ 2 trilhões por ano em consumo, uma fatia expressiva que tende a crescer nas próximas décadas.
Para Thiago Ribeiro, diretor Regional do Secovi-SP em São José do Rio Preto, essa mudança estrutural exige que o setor imobiliário responda com planejamento, inovação e foco em qualidade de vida. “A demanda é crescente e tende a ser recorrente, o que torna o segmento atrativo não apenas para a construção de imóveis residenciais, mas também para o desenvolvimento de produtos, serviços e modelos de negócio voltados ao público sênior”, afirma.
Longevidade, novas estruturas familiares e cidades médias em ascensão
A transformação das estruturas familiares, o aumento da longevidade e o avanço das cidades médias como polos de bem-estar criam uma combinação poderosa para o setor. Moradias confortáveis, acessíveis, seguras e bem localizadas estão em alta, principalmente entre os idosos. Cidades como São José do Rio Preto, que contam com infraestrutura consolidada em saúde, mobilidade, lazer e segurança, têm se destacado como destinos ideais para esse público.
Além disso, Rio Preto se posiciona como polo educacional regional, atraindo jovens universitários de diversas partes do país. Essa convivência entre terceira idade e juventude fortalece o dinamismo do mercado imobiliário local, criando espaço para diferentes perfis de moradia, desde apartamentos compactos e bem localizados até unidades térreas e adaptadas, com foco em acessibilidade e autonomia para idosos.
Urbanismo inclusivo e soluções habitacionais integradas
A resposta à nova realidade demográfica vai além das paredes dos imóveis. Segundo Ribeiro, é fundamental pensar a cidade como um todo: “Calçadas acessíveis, transporte público adaptado, zonas de convivência e proximidade a equipamentos de saúde, cultura e lazer são elementos essenciais, não só para idosos, mas para toda a população”.
Nesse contexto, as moradias pensadas para longevidade e vida acadêmica deixam de ser nichos promissores para se tornarem soluções reais para o desafio da diversidade habitacional. Elas contribuem para a redução do déficit habitacional, movimentam a economia local e criam diferenciais competitivos em um mercado em transformação.
Para São José do Rio Preto e tantas outras cidades médias, o momento é decisivo. Com visão estratégica e planejamento urbano inclusivo, é possível transformar o envelhecimento populacional em uma janela de oportunidades para o setor imobiliário e para o desenvolvimento sustentável das cidades.
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